domingo, 2 de fevereiro de 2014

A Verdadeira Liberdade


Sou uma pessoa completamente livre porque percebi que somente poderia ser escrava de mim mesma. Resolvi educar minha mente para que ela trabalhasse a meu favor e não contra mim impondo-me limitações. Para isso, risquei de meu vocabulário frases como: “Tem que...”, “O certo é assim”, “Serei feliz quando...”, “a verdade é esta”, “Só se for assim...”, “Isto é impossível...”, “Ninguém faz isso...”, “Ninguém diz isso...”, “O que irão pensar...”, etc. Depois eu comecei a eliminar costumes de infância, manias, mudei de casa, mudei as coisas de lugar e até hoje nunca faço o mesmo caminho por três dias consecutivos, nem que eu tenha que dar uma volta enorme pra chegar onde quero. Não acredito em verdades, nem em costumes, não aceito armazenar informações como um simples banco de dados. Antes disso é preciso processá-las para não se tornar uma máquina e levar uma vida mecânica. Vejo tantas pessoas fazendo idiotices por acreditar no que a vovozinha falou... Outro dia uma pessoa me disse que ficou quarenta e cinco dias sem lavar a cabeça porque estava de resguardo e fazia mal. Tem gente que acha que manga faz mal com leite e tem até aqueles que acreditam que virgens dão a luz... Enfim, cérebro todo mundo tem, quem não faz bem uso do próprio acaba sendo escravo daqueles que fazem! Eu já viajei muito, já estive em diversos países e conheci pessoas de todo tipo, cada uma com suas próprias crenças, seus próprios gostos e seus próprios métodos, uns contraditórios aos dos outros e o que aprendi disso foi que não existe certo ou errado, existem alternativas diversas e se nós não despirmos nossa mente destes credos, métodos, medos e sistemas, estaremos fadados a estar presos para sempre na matrix!
            Para sermos livres precisamos deixar nossa mente livre, viajar pela imensidão do Universo, entre planos e saber que tudo que ela vive é real e passível de existir, pois nosso Universo é tão extenso, tão expansivo e complexo que por mais louco que tudo nos pareça, por mais longe que ela possa ir, por mais profundo que ela possa mergulhar, jamais poderá alcançar os limites e confins do Universo. Tudo o que vemos, sonhamos, imaginamos e percebemos, ainda é só o começo...

Giselle Galvão

E.I.E. Caminhos da Tradição